quarta-feira, 27 de novembro de 2013 1 comentários

Sem título

Seus pés alcançavam o longe
Era dono de uma alma que apenas lhe implorava liberdade
Hospedeiro de passagem, encontrava-se em cada canto 
Passos  longos, mente aberta para as possibilidades que hão-de vir
Longe de obrigações, desvendava as belezas escondidas nos ínfimos detalhes por onde passava
Perdia-se para encontrar-se
Os lugares nunca lhe faziam permanecer, por mais belos que fossem
De bagagens feitas, estava sempre pronto para a próxima partida
Sua alegria estava no desconforto da viagem
As estradas lhe pertenciam
Eram tantas as chegadas que, por vezes, esquecia-se de onde estava
No efêmero de suas permanências encontrava-se com uns e outros
Paixões passageiras, que logo terminavam com um "adeus"… E mais uma partida.

         
 
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